RESUMO

As cidades brasileiras, em pleno século XXI, ainda não tem uma solução visível para seus graves problemas habitacionais. Favelas, assentamentos em áreas de risco, déficit habitacional exagerado, poder de compra da classe trabalhadora, preço dos materiais, qualidade da habitação ofertada, enfim, uma infinidade de problemas e de desafios, resistem todo o tempo. Aos arquitetos brasileiros, que durante os anos 60, puderam contribuir com propostas habitacionais sérias, pensadas e articuladas, hoje cabe o papel contributivo em planos diretores, planos locais, políticas municipais, estaduais e federal de habitação, em conjunto com outros segmentos sociais, principalmente os movimentos populares. As cidades crescem e se desenvolvem, mediante a lógica do capital e na forma de ocupar o espaço urbano, a habitação carece de ser resolvida na sua totalidade, integralidade: a moradia, com lote, casa, infra-estrutura, preço justo. Projetos de arquitetura, de engenharia e de organização social, não faltam. Parece que o desafio maior é resolver as questões estruturais do setor, como a poupança, os juros e outros componentes, enquanto os desafios conjunturais residem na própria cidade, sem planejamento, carente de espaços urbanos.