Impasses das Políticas Urbanas na atualidade: a precarização dos serviços urbanos, a mercantilização da vida nas cidades e as demandas da população”. Este é o tema da mesa redonda desta sexta (4), às 18h, do Encontro Estadual dos Arquitetos e Urbanistas do Rio de Janeiro, na Cidade Nova, no mezanino do Centro de Convenções Sul América.

 

Participarão deste debate:

 

Izidoro Rocha, Vice-presidente do SARJ como mediador;

 

Sônia Rabello de Castro, Professora Doutora da UERJ, ex-procuradora e ex-vereadora da Cidade do Rio de Janeiro

 

Nabil Bonduki, Arquiteto e Urbanista, trabalhou em HABI – Prefeitura de São Paulo e no Ministério do Meio Ambiente, Professor Doutor da FAUUSP e Vereador da Cidade de São Paulo.

 

 Fabrício Oliveira, Arquiteto e Urbanista, trabalhou no Ministério das Cidades, na SMU-Rio e no IPP – Rio, professor e doutor do IPPUR-UFRJ.

 

Mais cedo, às 15h, ainda haverá a palestra técnica sobre o uso de componentes do Aço em edificações. O engenheiro Marquezoni Caldeira discorrerá sobre Canteiro de obras: recebimento, armazenamento e manuseio” e a “a importância do Aço na Arquitetura.”

 

Abertura

 

Ontem, na mesa de abertura “Nova Organização da Arquitetura e Urbanismo: exercício profissional na era do CAU”, o presidente da Federação Nacional dos Arquiteto, Jeferson Salazar, destacou a luta de 53 anos para se conquistar a criação do Conselho. “É bom que os mais novos saibam que ele não caiu do céu, mas de um aguerrido processo político para fortalecer os profissionais, mas principalmente defender a sociedade”, recordou, pontuando que o recém-aprovado Código de Ética da profissão traz uma bem-vinda condenação à reserva técnica. “É uma corrupção que denigre a imagem do arquiteto e o desvaloriza como profissional, porque ele cobra menos pelo seu projeto e o seu trabalho para ganhar comissão dos vendedores de materiais”.

 

Jeferson também criticou as prefeituras pelo país afora que chegam a oferecer salários de R$ 723,19 aos arquitetos e urbanistas. “Vale frisar os centavos, porque devem fazer falta a alguns cofres municipais”, ironizou, analisando que a lei do Salário Mínimo Profissional para a profissão data de 1961, entretanto, em pleno século XXI, ainda vive-se esta realidade. “Precisamos mostrar cada vez mais à população e às administrações a importância e a função social do arquiteto”, anunciando que a FNA prepara ações e documentos para exigir o “Programa Mais Arquitetos” do governo federal.

 

Esta mesa também contou com a participação de:

Paulo Oscar Saad, Conselheiro Federal do CAU-BR, representante do Rio de Janeiro;

 

Sydnei Dias Menezes, Presidente do CAU-RJ e

 

Mauri Vieira da Silva, diretor do SARJ, que mediou a mesa.

 

Mais notícias sobre esta primeira mesa e o Encontro serão publicados em breve na página da FNA.