Vai até o dia 19 de julho, em Nova Iorque, a exposição “América Latina em Construção 1955-1980”, que propõe uma redescoberta da arquitetura da região na segunda metade do século XX. O trabalho, que foca no intenso crescimento urbano dos países latino-americanos após a Segunda Guerra Mundial, está no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).

 

Fotos, vídeos, maquetes e documentos integram a mostra, que ocupa 1.200 metros quadrados e conta com cerca de 500 documentos oriundos de 11 países. Ela dá continuidade à última exposição realizada pelo MoMA sobre a arquitetura latino-americana, em 1955.

 

O arquiteto e urbanista Carlos Eduardo Comas, cocurador da exposição, destaca que é uma mostra de arquivo, de curadoria coletiva, que pretende primariamente propor uma redescoberta. Professor de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Comas avalia que o Brasil está representado com obras marcantes, como imagem do pergolado do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, concebido na década de 1950 por Affonso Eduardo Reidy; uma maquete do Ministério da Educação no Rio de Janeiro, primeiro arranha-céu moderno, projetado por Lúcio Costa e equipe em 1936; e croquis de Oscar Niemeyer para o edifício da ONU.