“Não há parâmetros para dizer que esgotou-se a onda progressista nos países da América do Sul. A conjuntura mundial conspira contra. A economia mundial está em recessão e isso impacta nossos países, mas menos o Brasil, porque aqui conseguimos desenvolver algo fundamental, que foi a criação de um grande mercado interno de consumo”, defendeu o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, nesta quarta- feira (14/10), durante a primeira mesa de debates do 12º Congresso Nacional da CUT, em São Paulo.

 

O tema da discussão, que durou quase duas horas, foi Conjuntura Internacional e Nacional. Para Garcia, a crise política enfrentada pelos governos da região significa “um processo de transição democrática.” Ele se declarou otimista sobre a continuidade dos governos progressistas na América do Sul.

 

Também participou o presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), o professor João Felício. Para ele, parte dessa crise política passa pela influência exercida pela grande mídia. “Nós somos de esquerda e queremos democratizar a mídia desse País. Nós defendemos sim, órgãos de representação de massa, com participação popular. É por isso que nós apanhamos e encontramos dificuldades de nos comunicar em massa. Não é possível que a classe trabalhadora não tenha conseguido criar um meio de comunicação em massa”, disse o presidente da CSI.

 

Marco Aurélio Garcia concordou sobre a manipulação da mídia. “Alguns jornais e televisões são partidos. São partidos porque definem linha política, definem pauta política. Precisamos construir uma narrativa própria destes dez anos, refletindo sobre nossos erros, acertos, derrotas e vitórias”, analisou.