A cidade perdida dos Incas e os segredos da civilização andina são tema do livro Machu Picchu – A visão arquitetônica decifra o mistério. De autoria do arquiteto e urbanista Manoel Joaquim Tostes, a obra foi lançada no início de outubro com sessão de autógrafos na Livraria Cameron, em Porto Alegre. Mais de 200 pessoas compareceram ao evento.

 

“O livro se coloca como uma referência importante para quem estuda esta casta que dominou a região andina do Pacífico e que, muito antes da conquista espanhola, havia construído uma avançada civilização”, destaca o autor. Tostes explica que a dinâmica do livro está estruturada na análise da técnica dominada pelos Incas.

 

Os caminhos, as pontes de corda torcida, os depósitos, os aquedutos, os canais de irrigação e os famosos terraços de cultivo, elementos construtivos que formavam a infraestrutura do império Inca, recebem destaque. Medicina, astronomia, metalurgia, entre outros temas, também são tratados pelo autor, que se detém minuciosamente nas alvenarias de pedra.

 

Voltado para o público que aprecia história da humanidade, engenharia e arquitetura, a obra apresenta amplo registro fotográfico. São mais de 60 imagens coloridas feitas pelo autor quando viajou a Machu Picchu em 2014. O objetivo é instigar o pensamento e estimular a pesquisa sobre a cultura que dominou por décadas vasto território da América do Sul. 

 

Com projeto gráfico da Marcavisual, tradução para o espanhol de Maria Soledad Mendez e revisão de Iara Salin Gonçalves, o livro tem 130 páginas e está sendo vendido por R$ 65,00.

 

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O autor

 

Manoel Joaquim Tostes é arquiteto e urbanista, envolvido com projetos e obras há mais de 35 anos com trabalhos realizados tanto para o setor privado como público. Atuou como auditor público do Tribunal de Contas. Foi diretor de aprovação de projetos na cidade de Porto Alegre, capital do Estado Rio Grande do Sul que demanda um volume de 3 milhões de metros quadrados de projetos apreciados anualmente. A experiência adquirida e o “olho treinado” pela prática de décadas de fiscalização permitiram que vislumbrasse através da ótica arquitetônica um viés para auxiliar a decifrar o mistério que envolve Machu Picchu, considerada uma das sete maravilhas do mundo moderno.