Para debater temas da atualidade a partir da cultura, política e cidadania, o município de Maricá, no Rio de Janeiro, realiza de quarta-feira a domingo (21 a 26 /6) o Festival Internacional da Utopia. Em meio a um cenário de crise política em que as representatividades estão em cheque e as decisões que fizeram a esquerda brasileira chegar até aqui são questionadas, o evento surge como horizonte que pode apresentar novas estratégias. Serão quatro dias de programação que mescla debates à atividades culturais.

 

Em um contexto político que se agrava a cada dia, a presidente eleita Dilma Rousseff também participará da atividade para receber a solidariedade e a força dos grupos que defendem sua volta. No sábado (25/6), um grande ato marcará o festival com a presença de Dilma. O presidente Lula participa da abertura do festival ao lado de Aleida Guevara, filha do lendário Che. Também são convidados a ativista indiana Vandana Shiva, o escritor paquistanês Tariq Ali, e políticos brasileiros como a deputada Federal Jandira Feghali.

 

Com a participação dos movimentos sociais desde a concepção do festival, as atividades refletem uma construção colaborativa que agrega encontro internacional da juventude em luta, debates com pensadores de todo o mundo, feira da reforma agrária, espetáculos e debates com grupos de teatro político da América Latina, África e Ásia. A programação do Festival da Utopia ocorrem na Tenda dos Pensadores, localizada na Praia da Barra.

 

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Defensores da democracia nos palcos pelo país também se apresentarão: quarta-feira Racionais MC’s, quinta-feira Chico César, sexta-feira Beth Carvalho e no sábado Detonautas Roque Clube e Emicida. São esperadas mais de 20 caravanas de todo Brasil. Um grande acampamento receberá os interessados com programação própria e colaborativa, estrutura para hospedagem e alimentação. Inscreva-se pelo site do evento festivaldautopia.com.

 

A realização é da Prefeitura Municipal de Maricá e todas as atividades serão gratuitas e abertas à sociedade. Para o prefeito Washington Quaquá, o mais importante é que o festival foi organizado pelos próprios movimentos sociais e redes culturais, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Levante Popular da Juventude, Fora do Eixo, entre outros.

 

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